Como aprender a ser freelancer
- 18 de jan. de 2021
- 5 min de leitura
Atualizado: 23 de jan. de 2021

Você que caiu aqui de paraquedas, jogada de um helicóptero em movimento, pode estar se perguntando “como aprender a ser freelancer” por um número de motivos:
Ainda está na escola ou faculdade, mas não sabe muito bem o que quer da vida
Precisa de uma renda extra no fim do mês
Está em um emprego de merda que não vê a hora de largar
Está desempregada e não consegue ver uma luz no fim do túnel
Algum outro motivo não citado
Independente da sua idade, da sua história e dos seus motivos, ser freelancer é uma aventura - um pouco árdua no início e meio, mas que vale a pena quando a gente se dedica um tiquinho. Neste texto você descobre um pouco mais sobre esse mundo e como ele funciona.
O que é freelancer?
Freelancer é uma palavra em inglês que tem quase o mesmo sentido do nosso “autônomo”. Basicamente, qualquer pessoa que faz bico é freelancer - sim, freelancers são profissionais que trabalham por demanda, como alguns pedreiros, professores particulares, aquela pessoa que formata o seu notebook, entre outros.

É claro, você só é freelancer se não tiver vínculo empregatício com a empresa (ou pessoa) para quem está prestando serviços. Eu, por exemplo, sou copywriter - redatora com foco em marketing - e as empresas que me contratam não têm nenhum vínculo comigo (a não ser, às vezes, um contrato citando responsabilidade e restrições), principalmente aquelas internacionais.
Aqui no Brasil, o termo freelancer ainda é novo. E por ser em outra língua, soa até chique haha. Mas lá fora, muitas pessoas têm uma visão negativa do freelancer, pois acham que “nos vendemos por pouco”. E eu concordo.
Quanto um freelancer ganha?
Depende. Você pode cobrar quanto quiser pelo que faz - só precisa achar clientes dispostos a pagarem. Se você está começando hoje e tem 0 experiências na área onde quer trabalhar, recomendo cobrar um valor inferior do que o que cobraria normalmente.
Mas... se você tem experiência e formação, obviamente tem que fazer jus a todo esse trabalho. Minha regra é: “cobre pela qualidade que você entrega e não pelo trabalho que faz”. Esse é um bom parâmetro, pelo menos na minha área.
Por exemplo, no meu caso. Como recebo em dólares da maioria de meus clientes, cobro “pouco” para eles - mas acaba sendo um valor considerável para mim. A depender do tema, posso fazer um texto curto por $30. Cada dólar valendo 5 reais, faz com que cada texto me renda R$150.
Ainda acho isso muito pouco, quando comparado ao que eu poderia ganhar - mas só estou nessa área há um pouco mais que 2 anos, e estudo diariamente para melhorar o que entrego e, consequentemente, cobrar mais.
Além disso, em trabalhos mais curtos, como e-mails, posso até cobrar mais. Mas isso só se eu tiver certeza de que a qualidade na entrega é superior e de que meu cliente vai lucrar e multiplicar o que me pagou por conta do meu texto.
Já se você, por exemplo, tem mais de 10 anos em um cargo de liderança em uma empresa X e quer vender serviços de coaching, pode cobrar muito mais - é claro, sempre se baseando em sua experiência, educação, e nível da solução/lucro que pode dar para o cliente.
O que posso fazer como uma freelancer na internet?
Com a internet, qualquer uma de nós hoje pode trabalhar remotamente. Isso é incrível, e soluciona a vida de muita gente.
Por exemplo, digitalizar é uma ótima ideia se você já tem um negócio, mas vive em uma cidade pequena e não encontra clientes físicos suficientes para fazer ele fluir. Ou você pode ter algum tipo de deficiência que dificulta o trabalho e locomoção. Ou é uma mãe e dona de casa, que não quer mais ser “sustentada” financeiramente, apesar de já ter o trabalho mais difícil e mal-pago do mundo.
Não importa qual é o seu caso: é possível ser freelancer na internet com um celular, wi-fi (ou dados móveis), e força de vontade.

Vale dizer que, para alguns trabalhos, você precisa de pelo menos um notebook. Já para alguns mais focados em tecnologia, o recomendado é um computador com boas configurações.
Segue uma lista de coisas que você pode fazer como uma freelancer na internet:
Escrever e-mails, posts de blog, e textos para redes sociais de empresas
Traduzir conteúdo
Revisar e corrigir conteúdo
Fazer projetos gráficos (animação, desenho artístico, design gráfico)
Criar scripts de vídeo para canais do Youtube
Desenvolver músicas e toques
Vender planos de alimentação personalizados (nutricionistas)
Fazer o marketing de produtos e ganhar comissão pela venda (marketing de afiliado)
Criar os seus próprios cursos e e-books
Desenvolver websites
Desenvolver apps
Preparar anúncios de Marketing
Fazer assessoria nas suas áreas de especialidade (contabilidade, finanças, desenvolvimento pessoal, negócios, médica, nutrição, jurídica...)
E milhares de outras coisas.
Se você está aqui, é porque já tem algo em mente. Com certeza, você já tem alguma habilidade, ou se interessa por aprender algo - esse é o começo.
Assim que descobrir o serviço que pretende oferecer, é hora de botar a mão na massinha e esculpir o que quiser. Primeiro, estude bastante. Há inúmeros materiais gratuitos e pagos na internet, e é com eles que você deve começar. Pesquise o tema no Google e Youtube, assista a aulas e tome anotações.
Eu mesma, recentemente investi no livro Isso é Marketing de Seth Godin. Ele é um expert em marketing que dá várias dicas para pessoas trabalhando na área. E vai por mim, se você chegou como uma página em branco, marketing é a melhor indústria pra se aprender ;)
Mas, claro, nunca compre algo ou invista sem explorar todas as opções gratuitas antes!
Se sente quase preparada? Então agora é caça ao cliente!
Onde trabalhar como freelancer?

Quando comecei a buscar “jobs” (como freelancers chamam os bicos), me cadastrei em duas plataformas focadas em conectar clientes e freelancers: Upwork e Freelancer.
Na época, era muito menos complicado ter um perfil aprovado no Upwork, tive sorte. Já o Freelancer é um bom lugar para começar, mas geralmente as pessoas não pagam muito bem. Na verdade, ele foi perfeito para adquirir experiência, pois só trabalhei com três clientes.
O LinkedIn também me ajudou. Acho que pessoas buscavam pelo meu título “Copywriter”, e encontravam o meu perfil. Também tive vários clientes por lá.
Com o tempo e com a entrega de trabalho de qualidade, as pessoas te indicam para outras e você vai acumulando depoimentos bons. Atualmente, trabalho tanto para clientes no Upwork e aqueles que me encontraram fora da plataforma.
Outros lugares onde você pode ir para buscar clientes:
Workana
Fiverr
99freelas
Grupos de nicho no Facebook
Abordar clientes diretamente através de e-mail - mas nada de spam! só aborde quem você acha que precisa do seu serviço
LinkedIn
Sites de agências do nicho (geralmente são em inglês)
Ah, e se for tentar a sorte em algum desses sites que conectam freelancers a clientes, garanta que o seu perfil seja muito bom e... quando for fazer propostas de trabalho, nunca copie e cole. Leia atentamente a descrição do job e explique como pode ajudar.
Foi assim que consegui o meu primeiro cliente no Upwork! Além disso, como não tinha trabalhos passados para mostrar, enviei um arquivo com um exemplo de como eu escreveria o texto, caso fosse contratada, haha.
Conselhos para reflexão
Nunca espere estar "preparada" de verdade. A gente nunca está!
Estude sobre finanças - Freelancers, principalmente no início, precisam se virar nos 30. Guarde parte do dinheiro que você ganhar para próximos meses de seca. Recomendo o canal Me Poupe! para começar.
Você tem um trabalho atualmente? Então fique com ele até aprender a ser freelancer e talvez conseguir seu primeiro cliente. Aproveita para juntar uma reserva de emergência com 6 meses do seu custo de vida.
Lembre-se: aprendemos fazendo. Então faça muito - e não deixe de cobrar por isso.
Não desista. Sempre busque aprender mais e fazer a sua reserva. Assim que ela estiver feita, você terá tranquilidade na hora de aumentar os preços.
O céu é o limite! Você pode cobrar milhares por um trabalho bem feito, querida - é só achar o cliente certo ;)




Comentários