A escrita como ofício
- 14 de ago. de 2019
- 1 min de leitura
Atualizado: 18 de jan. de 2021

Escrever é uma tarefa complicada. Diz-se que é preciso prática, outros afirmam ser talento. Acredito que devemos dar crédito às duas coisas. A leitura, por exemplo, é uma boa prática a se ter quando queremos escrever. Mas o talento é algo natural do ser: a escritora ou escritor precisa ser criativa, sensível aos pormenores da vida e, claro, extremamente observadora.
A leitura é extremamente importante na formação da escritora, pois é o seu input. Input é um termo muito usado na área de TI, que caracteriza a informação de “entrada”, ou seja, o que se é consumido para que seja possível a existência de um output. A leitura, para a escritora, é a sua informação de entrada, é de onde ela retira inspirações, vocabulário, e, até mesmo, o local por onde a escritora pode aprender a Gramática da própria língua inconscientemente.
Há escritores que se sustentam na prática desenfreada, que escrevem tanto que não têm tempo para pensar no que amam, nos seus anseios, e em como a escrita pode ser um meio para a própria liberdade.
Há outros que pensam demais, refletem com tanto cuidado que jamais efetivam a produção, propriamente dita.
Eu pertenço ao segundo tipo, por enquanto. Efetivar a produção é, para mim, um sacrifício. Sei que tenho uma facilidade com as palavras, que consumo livros constantemente, que leio e reflito diversos tipos de obras, mas o ato de escrever é, em si, uma tortura.
Vamos refletir com cuidado e carinho: o que é escrever? O que é escrever bem?
Todas nós temos uma vida complexa e cativante, digna de ser contada e ouvida, cheia de acontecimentos relevantes. Por que não compartilhar?





Comentários