Como aplicar o método KonMari em sua estante
- 19 de jan. de 2021
- 4 min de leitura

Oi! Este texto é para bibliófilos e pessoas que amam livros mas não conseguem desapegar :)
Há um tempo assisti, por curiosidade, o início da série de Marie Kondo na Netflix — o nome em português é “Ordem na Casa”. Nela, descobrimos alguns métodos eficazes pra abandonar a "tralha" e viver uma vida mais organizada. É tipo minimalismo, mas tem algumas diferenças, já que a criadora do Método Konmari foca mais na organização do que no desapego.
Se você também assistiu à série, pode ter se inspirado e decidido mudar a sua vida e a de todo mundo a sua volta. Mas... E se os livros em sua estante são seu calcanhar de Aquiles? Com este post eu vou te ajudar a aderir totalmente à filosofia de Kondo que diz que só devemos guardar o que nos faz feliz.
Assisti a dois episódios que me interessaram pelas técnicas de arrumação e descarte utilizadas. Pareciam ser técnicas muito simples, e que ao mesmo tempo mudavam completamente as vidas das pessoas que participavam.
Ela resume as partes cruciais do método de Marie Kondo, e por isso decidi pesquisar e estudar mais o assunto, de forma detalhada.
Me deparei com dois livros de Marie Kondo: A mágica da arrumação e Isso me traz alegria.
Obviamente que, como estava disposta a diminuir o volume de objetos em casa, iniciei o projeto pela compra de e-books, e não de livros físicos. Esse foi a minha primeira ação baseada no Método KonMari.
O Método KonMari
Neste método, a regra é descartar.
É isso aí, para se organizar de maneira efetiva, é preciso descartar todos os objetos que não lhe trazem felicidade (ou, se ainda forem úteis, doar e vender).
Decidi aplicar o método KonMari em tudo o que eu tenho de material. Marie Kondo divide os objetos nas seguintes categorias, e o descarte deve seguir a seguinte ordem:
Roupas
Livros
Papelada
Komono
Itens de valor sentimental

Segundo o Método KonMari, o parâmetro para o descarte (ou não), é segurar cada objeto com as mãos e fazer a pergunta derradeira: Isso me traz alegria?
Consegui descartar com relativa facilidade muitas das coisas que não me traziam alegria e que se encaixam em todas as outras categorias.
Percebi que a ordem foi feita por dificuldade de desapego — você começa com os mais fáceis e vai dificultando, pois você já começa a entender o que “te faz feliz”. Para mim, então, os livros ficaram por último. Apesar de serem livros e pertencerem ao tópico 2, são itens de valor sentimental para mim — e provavelmente para você também.
Os livros
A minha estante antes da chegada de Kondo estava lotada de livros. Eram muitos — pelo menos para mim. Peguei cada um e perguntei: “isso me traz alegria?”
Achei que todas as respostas seriam um SIM! enfático. Acontece que percebi que muitos deles, pelo contrário, me faziam triste.
Eram vários motivos:
Já eram meus há mais de 5 anos e nunca os li — e nem leria
Me lembravam de alguma época ruim em minha vida
Eu havia me esquecido de que existiam
Eu amava as suas histórias, mas não como antes
Não gostei das histórias que contavam e tinha pena de me desfazer do objeto
Acabei por me desfazer de vários livros, foi um processo difícil mas imensamente recompensador.
Já estou há mais de dois meses com a estante mais vazia do que cheia: a casa está mais leve, menos empoeirada. Sinto que agora posso viajar e me mudar levando somente 2 ou 5 livros comigo.
Sempre tenho vontade de reduzir mais, mas sei que tenho tudo que me faz feliz.
Uma alternativa para a poeira

De três meses para cá, voltei a ter o vício na leitura que tinha perdido há um tempo.
Comecei a ler muitos ebooks — ebooks de finanças em sua maioria, porque estou estudando este universo de uns tempos para cá -, e retornei a ser o tipo de leitora que era há 7 anos atrás.
O método de Marie Kondo foi um grande marco em minha vida como leitora (e como gente), pois me fez perceber o que realmente importa em minha vida.
A facilidade e simplicidade de se usar um e-reader (uso o Kindle) descomplicou o que eu colocava como empecilho para manter o hábito da leitura. O e-reader me ganhou nestes atributos:
A leveza na mochila;
A facilidade de se ler em locais desconfortáveis;
A facilidade de levar os livros que quero ler em viagens pela falta de espaço;
A variedade de livros a um preço baixíssimo;
A possibilidade de se ler livros em inglês com o auxílio do dicionário embutido;
Etc…
Não abandonei completamente os livros de papel e tinta — guardei alguns para os quais defini metas claras de leitura. Apesar disso, leio os livros físicos somente em casa.
E depois do descarte…?
Depois do descarte é a organização. Isso você faz como quer, pois Kondo não deu instruções para livros. Se só ficaram os que você realmente ama e que te fazem feliz, arrume-os de uma maneira que você realmente ame — e que te faça feliz.
No meu caso, foi alternando os livros com outros objetos, como plantas. Você pode organizar por cor, como já vi algumas pessoas fazerem. Pode organizar por tamanho, autor, gênero… As possibilidades são muitas.
Garanto que depois de selecionar os queridos, a sua estante vai se tornar o cantinho mais iluminado de sua casa.





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