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4 motivos para ser minimalista

  • 16 de ago. de 2019
  • 3 min de leitura

Atualizado: 18 de jan. de 2021



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O caminho para o minimalismo também pode ser colorido.

Todos precisamos de motivos para termos e querer menos. É preciso que tenhamos motivos, afinal, o que vai nos guiar quando recebermos aquela promoção "imperdível" por email e entrarmos em um dilema? Acredite, dilemas irão aparecer.


Em inglês há a palavra clutter, que creio ser a palavra perfeita pra descrever o que o minimalismo rejeita. Clutter significa coisas acumuladas excessivamente. Coisas, sentimentos, relacionamentos, comida… Tudo pode ser um acúmulo excessivo em nossas vidas.


Todos sabemos que tudo demais faz mal. Beber muita água pode causar desequilíbrio da concentração de sódio no sangue, amar em excesso é obsessão, trabalho demais sobrecarrega, amigos demais geram falsidade, felicidade demais te faz esquecer de que é feliz, etc, etc, etc…


Escolhi tomar atitudes minimalistas em minha vida porque me dei conta da gravidade do excesso. Trabalhei em um lugar por 44 horas semanais e me vi presa a uma rotina cruel, comprava coisas demais com o dinheiro do trabalho para me sentir bem e acabava me sentindo pior, pois precisava de muito menos coisas. Não sabia criar tempo para fazer o que realmente amo.


Se você também se sente assim, espero que acolha alguns desses motivos para ser minimalista:


1. Você terá tempo para as prioridades.


Todos temos prioridades. Você quer ter uma casa própria? Se praticar o minimalismo nas finanças, você pode. Compramos muitas coisas inúteis sem nem pensarmos direito, tudo pelo desejo de acúmulo. O minimalismo despreza o acúmulo em quaisquer áreas da vida, inclusive bens materiais.


Se você quer passar mais tempo cultivando relacionamentos, sejam eles com a família, amigos, ou amorosos, você pode. Uma maneira muito simples de fazer isso é diminuindo a quantidade de móveis da casa, o que vai te dar a chance de faxinar em 2h no domingo - o resto do tempo você passa como ou com quem quiser.


2. Você terá menos ansiedade.


De acordo com esse artigo, o sentimento de ansiedade diminui quando temos uma casa minimalista, uma rotina simples, e não sentimos culpa.


Tento manter em minha casa somente itens necessários. De vez em quando, olho tudo e vejo o que posso descartar (doar roupas, aparelhos inutilizados, livros já lidos). Isso simplificou tanto a limpeza da minha casa que a ansiedade que eu tinha quando tudo estava sujo e eu não tinha tempo de limpar sumiu.


O sentimento de culpa de quando compramos algo caro também some, pois quando você aprende a reduzir, você fica atenta (o) a toda novidade o que entra em casa.


3. Você não precisa de dinheiro.


Apesar do minimalismo ser um estilo de vida que está na moda atualmente, ele é o mais barato de todos, acredite. Você não precisa adicionar/comprar absolutamente nada novo - até porque o propósito do minimalismo é reduzir.


Conheço pessoas pobres mas "maximalistas", que acumulam e compram desenfreadamente por questão de status ou ansiedade. O minimalismo pode ajudar essas pessoas a guardar dinheiro para que comprem o que realmente desejam.


4. Você verá as coisas em perspectiva.


Lindo, né? Perspectiva é aquilo que nos dá a capacidade de empatizar com o outro, de nos percebermos certos ou errados, de sermos criativos. Enfim, tudo de bom.


Quando temos a mente limpa, o ambiente aberto, podemos nos afastar e pensar diferente de forma criativa. Pra mim, esse é o melhor motivo para ser minimalista, e ganha com folga.


Sempre achei que as pessoas tinham dificuldade de empatizar com outras pessoas, mas vejo agora que isso é porque somos bombardeados por tanta informação que não vemos os rostos, quiçá os sentimentos do outro.


Há tempos não estou em redes sociais como Facebook ou Instagram, mas sempre fui a louca do YouTube. Depois que vi um vídeo de minimalismo (no YouTube, é claro) em que a moça diz "consuma menos, crie mais", isso ficou em minha mente. Desde então, venho diminuindo o meu consumo de mídias digitais e focando no desenvolvimento da minha criatividade.



Não vejo o minimalismo como um culto, mas sim como uma simples forma de priorizar o que realmente vale a pena. Afinal, todos nós vamos morrer um dia, e o que temos de material não irá nos acompanhar - a não ser que tenhamos um funeral viking.


Eu também não quero que pensamentos ou sentimentos ruins em excesso me acompanhem, e por isso faço sempre o máximo para ter o mínimo e ser o máximo.


Minimalismo é direito de escolha. Vamos falhar. Vamos acumular algo em algum momento, até percebermos que não estamos saciados. Por isso espero que sempre voltemos ao princípio e nos perguntemos: "isso me faz feliz?".

 
 
 

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